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GASTON BACHELARD (1884-1962)
 

 
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Gaston Bachelard nasceu em 27 de junho de 1884, em Bar-sur-Aube, na França, e foi um ensaísta, poeta e filósofo francês. Seus pais eram de origem humilde, vendedores de jornais e tabaco. Quando completou os estudos secundários, trabalhou na oficina do correio e telégrafo de Remiremont, até 1906 e mais tarde em Paris. Apesar de trabalhar, segue estudando e se licencia em matemática em 1912. Seu grande plano na época era ser engenheiro, mas com a Primeira Guerra Mundial e alistamento, esse plano cai por terra. Foi ainda professor de física e química em uma escola de ensino secundário de seu povo natal. Já em 1930 foi professor na Universidade de Dijon, publicando dois anos antes seu primeiro livro, “Ensaio sobre o conhecimento”. Ademais, colaborou com F. Gouseth y P. Bernays na direção da revista Dialética, e foi ainda diretor de Instituto de História das Ciências. Em 1940/54 foi professor em Sorbone e se especializou em epistemologia, bem como estudou a imaginação poética em relação com os quatro elementos. Trabalhou em dois sentidos, por um lado para a ciência e epistemologia, e por outro com ensaios sobre a imaginação e os sonhos. Inspirou-se ainda na psicanálise de Freud e em certo vitalismo. Suas obras são em grande número, como: Ensaio sobre o conhecimento aproximado; O novo espírito científico; Contribuição para a psicanálise do conhecimento objetivo; A atividade racionalista da física contemporânea; A filosofia do não; Psicanálise do fogo; A água e os sonhos; O ar e os sonhos; A terra e os sonhos da vontade; O racionalismo aplicado; O materialismo racional; A poética do espaço; A chama de uma vela e outras. Teve grande mérito em física pelos trabalhos relacionados a teoria da relatividade e de mecânica quântica. Achava a ciência e a imaginação como caminhos igualmente válidos e complementares. Sua contribuições foram usadas por Althusser e sua escola. Teve grande influência de Jung, sobretudo nas ideias de energia espiritual e anima/animus. Recebeu a Legião de Honra em 1951. Entre a ciência e o senso comum não existe muita diferença. Uma doutrina de continuísmo. E todo o conhecimento é polêmico. Passa do racional para o real. Uma espécie de racionalismo aplicado. Uma psicanálise do conhecimento. Disse que “É preciso que a imaginação seja demasiada para que o pensamento a tenha bastante”. Sobre isso Pizzinga1 lembra da mística Criação Mental: “A questão não é de termos demasiada imaginação, mas, sim, de a imaginação (criação mental) ser ajustada e ser bem conduzida. Não adianta nada ficar imaginando sem parar uma coisa, querendo, querendo, querendo, sem soltá-la, porque ela não acontecerá (se acontecer) enquanto não for liberada da mente. A coisa é como ensina o Frater Velado: no auge da visualização, quando ela está potencialmente mais forte e carregada de emoção, você a libera, isto é, esquece-a por completo. Mas, devemos ter sempre na devida conta: seremos responsabilizados por tudo o que imaginarmos e concretizarmos”. A imaginação requer vontade e concentração, algo difícil num tempo de tamanha quantiudade de informação e hedonismo. Mas Bachelard valorava o humano racional e também o sonho, o senso comum em somatória. Gaston Bachelard faleceu em 16 de outubro de 1962, em Paris.



 
1PIZZINGA, Rodolfo Domenico. Gaston Bachelard: pensamentos. In www.paxprofundis.org
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 28/05/2017
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