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Curiosidades filosóficas e outras


 
Sempre que penso na filosofia, me vem a lembrança de algo que além de admirar a sabedoria, vai no sentido além da mera ciência. Por outro lado, não raro muitos livros de filosofia entram na espiritualidade, mística ou mesmo até no inexplicável. Descartes, tão venerado por racionalistas, lia um livro místico de Agrippa quando era jovem, o qual se envolvia de uma filosofia mágica. Também existe um livro de Aristóteles, ou atribuído a esse pensador, Secretum, que diferente de outros onde tanto contribuiu a ciência, além de filosofia, de tal modo que nesse se ensina o extraordinário e mágico para Alexandre o Grande. Ademais, via esses dias um antigo programa de TV, chamado “Acredite se Quiser”, e além das curiosidades que ali apareciam, lembrei que os antigos admiravam fatos misteriosos, e mesmo os filósofos não escapavam disso. Montaigne falou de diversos fatos e esquisitices em sua obra, inclusive sobre seu corpo e mesmo necessidades fisiológicas, além de Alain de Botton revelar mais ainda esse traço incomum do filósofo. Fato que a filosofia não começa e nem sempre foi tão racional ou científica.


 
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Do que veio de curiosidades, surge entre elas um pequeno besouro, o besouro bombardeio, que luta com uma grande tarântula, tendo como defesa um gás que libera do seu corpo, paralisando a aranha. Também vi um homem que planta e colhe grandes tomates, com um modo incomum de fazer com que assim produzam, usando rádios e músicas para os estimular crescimento, inclusive colocando fones de ouvido nos tomates. Outro fato foi de uma princesa que faleceu e foi coroada após exumado seu corpo, já em esqueleto. Ademais, se falou de um casal nobre da Espanha que teria morrido de amor, e assim dedicado um túmulo com os mesmos de mãos dadas. Morreram de amor: acredite se quiser. Há um local americano onde se comem cascavéis em competição, estilo daquelas disputas que há de cachorro-quente. E sobre impressões digitais, existem países orientais onde se identifica o gado pela impressão do focinho, parecida com as nossas impressões digitais dos dedos. O extraordinário envolve muitas coisas que desconhecemos ao redor do mundo.

 
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Nada comum era Aristóteles, que vivia caminhando e seguido por seus discípulos, bem como ainda platônicos que tratavam em obras desconhecidas sobre adivinhação e outros temas relacionados. Mesmo um Agostinho de Hipona em algum lugar de sua obra trata de astrologia, e se não me engano também o filósofo Tomás de Aquino, discípulo de Alberto Magno, que além de ter a ele atribuído livros de receitas de magia, teria criado um boneco que conversava a filosofava. O certo é que os antigos, mesmo no meio filosófico, acreditavam no poder de influência de planetas, pedras, animais, agouros e etc. A filosofia moderna positivista e mesmo iluminista de outros tempos, focada na ciência e na razão, não imaginava que os pensadores citados, hoje mesmo em cursos sérios de filosofia, não eram tão racionais assim. Mesmo um Newton, tão aclamado da física, teria tentado escrever e calcular sobre o livro do Apocalipse da Bíblia, talvez divagando sobre possível fim do mundo. Kant teria escrito sobre vida em outros planetas. Mesmo o matemático Ptolomeu teria escrito livro de astrologia, ou acreditando na influência dos planetas em nosso destino. Montaigne observava os animais e dizia que temos muito a aprender com eles, e dizia que o povo camponês tem mais a ensinar de sabedoria que reitores de universidades. Por fim, curiosidades filosóficas não faltam, isso sem falar na esquisitice das biografias dos pensadores, o que renderá outro artigo.
 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 17/08/2017
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