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ANTIFONTE

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Antifonte nasceu em 480 antes de Cristo, em Ramnunte, e era um adivinho, intérprete de sonhos, poeta e professor de retórica, um sofista conhecido por seus discursos, e que em seus ensinos ainda tratava de matemática, linguagem e física. Era defensor de oligarquia e esteve no golpe estatal de 411, na restauração da democracia. Para ele tudo é uno para o logos e nada existe de forma individual para os sentidos e nem para o conhecimento humano. Resolveu a quadratura do círculo escrevendo uma circunferência em um polígono e o dobrando sem cessar. Foi contemporâneo de Sócrates e mais jovem que Górgias. Escreveu de obras a Tetralogia, Sobre a Verdade e Sobre a concórdia. Indicava o mundo da verdade com a natureza e o mundo da aparência com o humano. Deve-se conquistar a liberdade e a igualdade humana superando os apetites individuais. Era uma espécie de terapeuta, curandeiro ou psicólogo, e anunciava que podia curar os doentes na Ágora apenas com a palavra. Segundo ele, a raiz de todas as doenças físicas se encontra na mente. O que ele fala é em relação a moderação e autocontrole. Foi um defensor de phisis frente ao nomos. A lei é a violação antinatural e funciona medo em consequência de sua violação. As leis não se fundam na natureza, para ele, e são convenções sujeitas a mudanças. Os homens devem seguir os preceitos da natureza, e a natureza leva a evitar a dor e a buscar o prazer. Quando o prazer se choca com a lei se gera uma dor maior, como castigo. Sua ética foi um hedonismo moderado. Foi um dos melhores homens de seu tempo em Atenas. Apesar de não ser um homem ideal para a justiça, era chamado por pessoas para resolver seus conflitos. Considerado o criador da oratória política, e sua atividade principal era escrever discursos políticos, ou logógrafo. Uma espécie de defesa em processo, com defesa, acusação, réplica, tréplica etc. Isso se referia a casos de assassinato/homicídio. Viveu numa época que os sofistas seriam comparados a palestrantes de hoje, e professores, e justamente para formar políticos e líderes, recebendo um valor em troca por isso, o que rendeu a crítica de outros filósofos, como Sócrates. Eram considerados caricaturas os sofistas, mas Antifonte prova em muito que não. Hoje não se criticaria um palestrante ou professor por receber seu salário ou ensinar os ricos. Mas na época se via mal nisso. Pelo que disse Sócrates, ele considerava a felicidade abundância e magnificência, o que hoje seria traduzido como riqueza e fama. Mas estranho que um filósofo seja ideal em mendicante, ou num tipo simples como Sócrates. Hoje pessoas estariam do lado de Antifonte. Mas grande marca dele foi de interpretador de sonhos, antecedendo em muito um Freud. Fala de Deus ou deuses que esse não carecem de nada e que é ilimitado. Também falou que os homens são naturalmente iguais, entre bárbaros e gregos. Antifonte foi acusado de traição e condenado à morte. Faleceu em 411 antes de Cristo.


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Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 27/09/2017
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