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Recentes debates em TV: promessas rasas


 
Presenciamos recentes debates políticos em canais de TV, recheados com promessas, comparações a governos anteriores, teste de moralidade e até mesmo, pasme, em conspirações. Um candidato trouxe uma ficção de muitos anos atrás, presente em artigo jornalístico, onde falava em tal URSAL, sem qualquer paralelo na realidade, mas que vem sendo tratada por um intelectual de redes sociais há anos. Falando nisso, há o candidato que virou celebridade justamente em redes sociais e suas polêmicas o deixam cada vez mais forte, não restando muita alternativa aos concorrentes a cadeira de Presidente da República.


No geral as respostas foram muito fracas, de praticamente todos os candidatos, restando desde quem falasse na temida reforma da previdência, bem como na abertura comercial internacional, sem a seleção que antes se vinha fazendo nesses negócios. Outro problema discutido foi a questão da dívida, bem como da “elogiada” reforma trabalhista, que apesar de existir desde novembro de ano passado, não vem sendo aplicada, pois tratada de inconstitucional pela justiça trabalhista. Então, a reforma trabalhista ocorreu apenas em aparência e parece ser uma norma que vai amadurecendo, com exceção da questão sindical, que foi mesmo praticada, apesar de isso parecer um regresso a década de 30. Também não faltaram os bancos, agora com um candidato legítimo representante, e uma informação extra que surge nessa participação. Mas sabemos do elevado juro e isso é fato incontestável, a que não teve resposta mesmo do especialista banqueiro. Já outro candidato falou de se ampliar números de bancos para se estimular a concorrência, e reduzir assim o custo. Mas o principal tema foi o emprego, haja vista o recorde de desempregados em nosso país, a situação preocupante que isso leva a família destes. Não houve uma resposta objetiva para a solução do desemprego, ficando apenas um candidato na promessa de recomeçar as obras paradas do governo. Também, numa certa audácia se falou em certa unificação de impostos, numa espécie de 4 em 1, mas sem tratar do resultado prático dessa manobra, que pareceu uma forma de centralizar o imposto, uma vez que sabemos existir impostos municipais, estaduais etc, o que poderia vir ao prejuízo regional. Uma reforma não falada foi a de sistema federativo, bem como de se concentrar impostos nas regiões onde foram arrecadados. Outra pérola foi o perdão de dívidas ou retirada de nome de SPC de todos os devedores, falando apenas em renegociação, o que pode ser feito desde já por cada pessoa que tem seu nome no órgão de proteção ao crédito. Também se buscou a antiquada forma de voto impresso, bem como de se tratar de uma nova oportunidade a novos candidatos, em certa renovação política.



Por fim, vimos falácias e argumentos rasos, em geral sem grande plano de governo ou meramente cerimonial. O debate se resumiu a trocas leves de farpas, bem como a nada que nos leve a relembrar de grandes governos do passado. Mas em se tratando de marketing político, dois candidatos se destacaram e estes já o faziam em redes sociais de alguns meses atrás. Veremos por fim quem vence o debate vestindo a faixa verde a amarela.

 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 18/08/2018
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