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Brumadinho e os animais que previram a tragédia
 
 
         Presenciamos a triste notícia da tragédia em Brumadinho, bem como as imagens comoventes de animais resgatados, bem como de muitos que sucumbiram no evento. Mas não levamos em conta de animais que se agitaram antes do ocorrido, e que anunciaram do modo deles, que algo não estava certo com a barragem. Fato é que animais preveem terremotos, tempestades, avalanches, etc. Tanto bois quanto ovelhas pressagiam a chegada de tempestades, segundo cientistas. Mas em Brumadinho vemos mais a atenção com o efeito, do que com a prevenção. Desde a época de filósofo Aristóteles, Grécia antiga, com sua obra “O segredo dos segredos”, fala em potencial quase mágico de animais, e de relatos de nações estrangeiras, com ocorrências notáveis ou até mesmo milagrosas, vividas pelos bichos. O filósofo alemão Immanuel Kant viu minhocas saindo do solo perto de Cadiz, no sul da Espanha, oito dias antes de um grande terremoto atingir Lisboa, em Portugal, no ano de 1755.

 
         Antes de terremotos, os animais se agitam, bem como antes de tempestades e outros fenômenos naturais. Isso provado por vídeo, como em câmera instalada no Peru, no Parque Nacional Yanachaga Chemillen, onde os animais se agitaram anteriormente vinte dias de um terremoto. Sabemos da percepção de animais em maior potencial, como do olfato e audição multiplicado de cães, da visão de gavião, tubarões com magnetismo, dentre tantos outros, animais que vêem ultra-violeta de flores, que sentem infrassons etc. As vibrações e freqüências que eles percebem só nos seriam possíveis com alta tecnologia ou aparelhos. Lembrando a Aristóteles, acho que para alguns animais, esses sentidos vão além, como para prever futuro. Os antigos chamavam isso de augúrios ou agouros, e animais eram vistos e notados antes de batalhas, anunciando a vitória ou fracasso de uma guerra. Logo, o fenômeno chega ao nível do paranormal, de modo que ganha um novo patamar. Parapsicólogos soviéticos notaram mesmo telepatia de animais com pessoas, como nos experimentos de Vladimir Bekhterev, com os cães Lord e Pikki, treinados por Vladimir Durov. Também o cão Rolf era famoso por se comunicar com pessoas. Também existem cavalos que sabiam calcular, como Hans, Mohamed e Zarif. Sobre a pré-cognição, ou previsão de futuro, a mesma seria igualmente possível para alguns animais. O veterinário e estudioso do comportamento animal, PhD Robert Eckstein, que trabalha no departamento de biologia da Warren Wilson College, em Asheville, EUA, confirma tudo isso com a seguinte afirmação: “os animais sentem aspectos do mundo real que nós não temos conhecimento”. Também místicos falam que animais são nossos irmãos em evolução, e são cuidados por anjos, além de terem um espírito-grupo. Isso fica mais evidente em grupos de animais, formigas, abelhas, aves migratórias etc. Sobre prever um forte inverno e gelo, já vi em documentário, joaninhas que se refugiam antes da forte nevasca.

 
       Os casos relatados em Brumadinho mostram mais uma vez que os animais podem ser grandes aliados das pessoas, anunciando tragédias, não apenas de ordem natural, mas também resultante de descuidos humanos, como aconteceu na barragem. Seja por vias naturais ou paranormais, os animais se fazem grandes anunciadores de coisas que não percebemos, seja de mundo visível e lógico, seja daquele invisível e não tão lógico. Juntos na evolução, mas por caminho diferente, os animais anunciaram diversas vezes sobre o que nos ocorreria. E por fim de tudo restará no futuro o cordeiro de Deus.
 
 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 11/02/2019
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