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Estranhos passos
Estranhos passos




Nas tardias ruas da metrópole desfilam as novas bacantes, profanas na origem...
Pouca luz há no aperto da música Floydiana tocada de forma diferenciada,
Mas é nítido o vibrar as piscadas que iluminam àquela sábia jovem.
Quente é o frio ingerido pelo gargalo que derrete a água impura, embriagada.

Estranhos passos são aqueles que aquele executa para a câmara inútil,
Por causa destes, riem as donzelas que carregam a "pureza" na palma de suas mãos...
No fim do começo, havia um sinal da presença do presente ermitão,
Estanha presença, alquímica em sua fórmula inconstante e vil.

Nome errado o dito, pessoa errada a pessoa falada que não fala.
Nada do que seja um pouco poderá ser nada-em-si,
Mas existe um pouco de sim em um não, e vice-versa.

Calmo está o nervoso em sua origem,
Pois coragem é o seu desafio certo.
Bagagem é sua carga sem peso, sem importância.


Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 01/03/2013


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