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Motivos espirituais do amor e as Vidas Passadas

 
Ultimamente ando lendo um livro chamado “Em busca das vidas passadas”, de Judith Johnstone e Glenn Williston, de modo que percebo cada vez mais que todas as experiências são necessárias, ainda mais as frustrações amorosas. O amor une pessoas diferentes e acaba compensando inimizades de várias existências, sendo sempre um acordo. Não existe amor à primeira vista, mas sim reencontros de antigos amores. Também o amor pleno nem sempre é apenas de homem-mulher, casamento, mas muitas vezes irmãos, filhos e pais, e assim por diante, se traduzem nesse amor de almas-gêmeas. E como já falei em meu livro Mistérios ocultos do amor, irmãos gêmeos são almas-gêmeas.
 
 
 
De início me impressionei quando de um dos relatos de hipnose, surge uma moça que diz de uma vida passada, em conflito com a atual, de modo que havia um motivo mais do que sério para ela ter problemas com o atual marido. Na vida passada ela era judia e ele era alemão, ela vítima de câmara de gás e ele um dos soldados da SS, seu algoz. Assim na presente existência acabou que se exigiu esse acerto de contas entre essas pessoas, que antes tiveram esse conflito racial e político, e que agora tem de partilhar uma relação íntima de casamento.

 Mas o amor muitas vezes segue padrões nem tanto morais, e nem tanto de contos de fada. Já falamos em nosso livro sobre vítimas de crime que se unem a criminosos, e isso em várias encarnações. Também ocorre de viúvas ou viúvos terem ainda em ex-esposo(a) uma barreira energética, e presença contante, haja vista a forte ligação. Logo ficar mentalizando muito e ter muitas fotos, bem como outros detalhes, podem atrair o falecido até em momento íntimos e já com outro parceiro. O amor é paranormal. E não precisa ser parapsicólogo pra ver que as pessoas têm laços inexplicados. Falei que a maior parte de casamentos tem motivo cármico e espiritual, e que se engana quem acha que vai encontrar o mais puro príncipe ou princesa.
 

 Noutro caso relatado de vidas passadas, havia uma espécie de triângulo amoroso, onde ela era garçonete de um bar, ele espécie de cafetão e a amiga tinha um caso amoroso com o tal. Em nova vida, o cafetão é filho dessa garçonete, e a amiga toma um outro papel, de modo que aquele conflito de inveja e ciume de outrora, agora se repara com a maternidade. Engana-se a mãe que acha que seu filho ou filha é o mais puro amor. Pode ser muitas vezes alguém que a traiu em outra vida. Inda bem que as pessoas não sabem desses detalhes, em relação a aqueles com quem convivem na família. Mas o amor da família é o que se sustenta por diversas vidas, e acada unindo almas por motivos mais espirituais e evolutivos, que meramente de prazer e alegria.

 As pessoas preferem colocar seus problemas de lado e evitar tais amores, quando geram sofrimento. Mas é justamente a experiência que é relevante, independente de qual. Não se trata de maldição, a não ser aquela que a si mesmo se construiu, e ainda se concorda em reviver. Também escolhemos nossos pais e família, e muitas vezes o arrependimento pode surgir mais inconscientemente. De modo algum somos totalmente vítimas. Doutro modo Deus seria um ser sinistro, e vemos que a realidade prova mais o que fazemos, nosso próprio pecado, que um castigo divino. Pois tudo opera por leis, e uma vez desrespeitadas, respondemos com consequência. Claro que a vida traz muitas alegrias e prazeres, e que no geral isso tudo é atenuado pelo amor que supera as diferenças, e que leva as pessoas a determinada felicidade. Não importa a frustração, fato é que sempre buscaremos o amor. Mesmo com enganos e falta de “sorte”, fato é que cada dia mais provamos o motivo espiritual das coisas, e que isso tudo supera em muio técnicas de sedução, atração ou beleza, estando além de nossa compreensão consciente. Somente ingênuos acham que tudo se resume em aproveitar a vida e atração meramente física. Nem mesmo a inteligência não tem nada a ver com o amor. Acima dela está aquele Eu Superior, que procura essa evolução espiritual, em trocas energéticas e laços quase eternos, bem além de uma única existência.
 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 01/08/2014


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