Textos

Quando descobri, sorri aliviado. Era apenas um porco do mato, e assim o mistério do lobisomem estava decifrado. Mas restaram as marcas da correria em minhas pernas. Depois fui para a Schramm, pois disseram que viram um “morto-vivo” à noite, nesse Bairro. Fui procurar o dito ser, mas não sem antes beber um chope com Evelyn. Ela estava feliz e me mostrava seu repertório de MPB. Ouvíamos abraçados música brasileira. Depois disso fiquei de guarda nas proximidades do cemitério, mas tudo que vi foi o guarda do local. Pensei que poderia ser um vampiro, mas acho que estou viajando, às vezes. Vi lá apenas uma cova aberta, mas não sei se tratava de nova ou antiga. Contudo, relataram que era um homem bem magro e que andava a passos muito lentos. Deixei uma câmera instalada e fui jogar vídeo-game. Se aparecer algo de misterioso, volto ao local. Sempre há movimento, e achei estranho apenas essa pessoa ver. Talvez seja apenas uma pessoa que desperte atenção, ou deficiente físico. Mas no outro dia, ao ver o vídeo da câmera, eis que surge um homem estranho, meio sinistro e que andava feito zumbi. Já no outro dia, sentei no ponto de ônibus, e fora as moças da igreja próxima, vi um homem vir ao longe, quase em câmara lenta. Temeroso, esperei ele com alho e água benta nos bolsos. Quando uma vez perto...  
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 02/09/2014


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