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O conhecimento que domina é aquele que está de uma certa forma hermético. Assim ocorreu com as teorias de inconsciente de Freud, com o inconsciente coletivo de Jung e com a percepção extrassensorial de Rhine. Vemos assim que desde a prática da hipnose, como era praticada já em medicina por Breuer, há a busca de um conhecimento que está oculto de nós mesmos. Um conhecimento invisível e não pensado, ao menos de forma consciente. Para tanto, vemos em doutrinas como a do subconsciente, algo que nos mostra um conhecimento no limbo, que ao mesmo tempo é conhecer e não-conhecer. Tal forma de conhecimento dificulta a manipulação, haja vista estar em faixas profundas da mente. Não se trata de algo tão epidérmico, mas mais algo energético e sutil. Para tanto, na medida que evoluirmos nas ciências da mente, teremos uma grande economia e maior produtividade. É mais uma vez o conhecimento que colabora com a técnica, e esta que se torna economicamente viável. Isso levará a uma maior qualidade de vida e produção, mesmo em um ócio criativo. Pelo conhecimento da sublimação e do potencial humano, seja do uso de suas forças energéticas, seja pelo treino mental, pode-se ter uma produção satisfatória. Com o advento da tecnologia e do super-conhecimento que temos na rede mundial de computadores, cada vez mais o humano age de forma inconsciente e até subconsciente. Isso possibilita ter respostas intuitivas a problemas, e vencer crises econômicas ou industriais com essas habilidades, talvez pouco estudadas. O conhecimento de si mesmo e o uso de novas competências advindas do saber filosófico, ou mesmo das doutrinas da mente que vêm surgindo ao longos das décadas, levará a aperfeiçoar a produção e a modos cada vez mais democráticos de distribuição de renda. Mesmo a gestão estatal ou até industrial ficará mais igualitária, e assim cada trabalhador poderá participar das decisões que antes eram exclusivas do patrão. O homem trabalha cada vez mais de forma automática, e vive mais. Vivendo mais, leva a sua experiência de trabalho para cada vez mais pessoas, encontrando uma eficiência maior. Isso configura um planejamento estratégico que leva em conta as partes mais profundas da mente, seja com intuição, telepatia, premonição e tudo que está ao dispor desse colaborador, que pode assim possuir uma renda mais condizente com o seu conhecimento. O saber leva a uma outra face das coisas, e assim ele será o principal mercado em um tempo futuro.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 06/01/2015


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