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Liberdade versus compromisso

Vemos uma série de comentários sobre a dificuldade que passam os relacionamentos. Frente a independência da mulher, bem como a mudança de padrão que passaram os relacionamentos, houve essa crise que dificulta cada vez mais os casamentos. Por outro lado, há pessoas que dão o exemplo de sintonia e se mantêm sempre juntas, comemorando as bodas e vivendo em boa harmonia. A liberdade acaba sendo organizada para conviver com o compromisso. A mulher está cada vez mais versátil e informada. Ocupando cargos em diversos setores, ela finalmente divide com o público masculino as atividades, apesar de ainda ganhar salário inferior. Assim a liberdade financeira leva consigo outras formas de liberdade. Apesar de já o filósofo Sartre ter falado que estamos condenados a ser livres, mesmo assim há ainda muitas pessoas que preferem ser donas ou propriedades de outros, sem contudo observar sua própria capacidade e consciência. O compromisso exige renúncia. Mas tudo exige um pouco de sacrifício, quando se vive em sociedade ou com a família. A liberdade absoluta é cada vez mais rara, e o amor ganhou novas formas. Todos fazem a sua vontade. Zygmunt Bauman, um sociólogo de grande destaque atual no mundo intelectual, disse que os relacionamentos estão líquidos. Assim as coisas tendem a não durar no mundo pós-moderno, sendo um fato social e realidade.


A religião poderia colaborar

Frente as dificuldades de padrões de relacionamento, uma mensagem fica a cada um: como se amar. O amor a si mesmo exige tantas lições quando o amar o outro. Isso parece óbvio, mas cada vez mais está sendo reduzido, frente a depressão e autodestruição que algumas pessoas se colocam. Seja através de padrões e descuidados com a própria saúde, seja com alimentação, cigarro, bebidas, remédios etc. Até onde essas pessoas se amam? E no que se refere a aqueles que tentam se suicidar. O que faz uma pessoa buscar interromper a própria vida, ou se odiar? Seria apenas os problemas psicológicos dela mesma? Frente a isso a religião poderia colaborar, não com um fanatismo e dogmatismo, mas com uma real e livre busca espiritual. Que cada um escolha sua religião ou espiritualidade e a manifeste, além das paredes de templos. Deus acaba suprindo carências que não poderiam ser supridas. E estar vivo é motivo de gratidão, ter saúde, possuir o conforto. Nunca em nossa sociedade possuímos tanto conforto, e por outro lado tão pouco amor. Mães que abandonam filhos, idosos abandonados, casamentos trocados por aventuras e uma série de situações. O pecado, uma forma mais espiritual de violação da ética, acaba cada vez tendo mais presença frente a enganos e uma certa ignorância.

Cartas na mesa

As pessoas deveriam colocar as cartas na mesa sobre o que realmente são. Mas existe uma série de fingimentos e manipulações, por diversos interesses. Desde casamentos de aparência, até relações abertas não assumidas. Alguns querem ser donos dos outros, e manifestam apenas nisso seu próprio egoísmo. Outros traem a si mesmos, quando dizem uma coisa e fazem outra. Falta nisso tudo integridade. Mas ao mesmo tempo existe uma Nova Era e Nova Ordem Mundial, que exigem novos comportamentos frente a tecnologias. Se a tecnologia é o problema, como ciúmes por redes sociais, se deve agir com inteligência. Já vi casais que colocam a foto juntos ou mesmo mostram as alianças. Em um tempo de tamanha irresponsabilidade, a aliança é um símbolo que afasta aqueles que desejam enganar. Mas cada um faz sua vontade. A idiossincrasia virou o padrão de satisfação. Não há mais pacto que quebre essa liberdade. A lei da liberdade impera, e as pessoas devem colocar as cartas na mesa, seja de seu relacionamento aberto, seja do que prejudica o casamento. Para isso a terapia de casal é muito favorável. E amar.


 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 11/12/2015


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