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ISAAC NEWTON (1643-1727)
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Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, Lincolnshire, na Inglaterra, no Natal de 1642, justo no ano em que faleceu Galileu, sendo prematuro e por pouco não vindo a sobreviver, de modo que já era órfão de pai, que havia falecido poucas semanas antes, de causa desconhecida. Após três anos de idade passou para os cuidados dos avós, uma vez que sua mãe casou pela segunda vez e o abandonou. Estudou em King's School. Em certo momento sua mãe, novamente viúva e voltando a morar com ele, o tira da escola para ajudar na fazenda, uma vez que ela achava os estudos inúteis, tendo assim o menino de cuidar de animais, plantação, empregados etc. Mas ele era incapaz de cuidar de rebanhos, divagando em reflexões. Depois retorna aos cuidados de tio, indo estudar novamente na escola e depois na Universidade de Cambridge, filosofia, ciência e matemática. Foi assim matemático, mecânico, astrônomo, químico, filósofo natural e, o que é comentado com reservas, alquimista. Fica na Universidade por cerca de vinte anos, trabalhando até como garçom para se manter por lá. Sobre a alquimia, ele era praticante e tinha centenas de livros sobre o tema, o que foi guardado por familiares e em muito escondido do público acadêmico, haja vista quererem preservar uma imagem materialista do mesmo. Newton era religioso, na adolescência fazia lista de seus pecados e se arrependia, escrevendo obras na velhice sobre religião, em especial sobre o Apocalipse, calculando o fim do mundo para 2060. Também foram descobertos livros em sua biblioteca sobre cabala, sendo Newton um cabalista, segundo judeu Laitman1, e esses escritos sendo comprados por Abraham Shalom Yehuda, o qual mostrou para Einstein os mesmos. Logo, possivelmente decifrou códigos da Bíblia. Deste modo, ele conhecia latim, grego, e mesmo o hebraico. Newton nunca se casou, morreu virgem e tinha certo ódio pelas mulheres. Mas na adolescência, na pensão onde morava, conheceu a filha de um boticário, Catherine Storer, tendo um caso amoroso com esta. Ele inventou o famoso cálculo infinitésimo, ao mesmo tempo que Leibniz, quando escapava da Peste Bubônica em 1665. Tinha um espírito experimentador ao extremo, de modo que certa vez usou uma agulha para examinar próprio olho, na órbita, entre os olhos e o osso, a fim de investigar a luz e cores que resultariam ao pressionar nervo óptico. Chega ainda a ser membro do parlamento britânico, por duas vezes, nunca falando uma única palavra, a não ser em certa ocasião, que pediu em relação a abrir ou fechar uma janela. Muitos especulam que ele seria autista, mas isso não parece ter fundamento. Certo é que ele vivia no mundo da Lua, e isso prova sua teoria quando observou a maçã, uma vez que pensava na interação entre Sol e a Lua, ao observar a queda. Numa ocasião também ele estava com amigos, e pediram para que ele buscasse vinho na dispensa ou porão, e este não mais retornou. Passaram horas e não voltou com o vinho. Preocupados, foram ver e Newton estava apenas em sua profunda reflexão matemática. Também foi presidente da Royal Society. Ademais, foi presidente da Casa da Moeda. Outrossim, aperfeiçoou o telescópio, apresentando-o ao Rei Carlos II na Royal Society. Como lembra Olavo de Carvalho: “Newton não concebeu sua teoria gravitacional só para explicar determinados fatos da natureza — embora ela ainda seja ensinada assim à população ginasiana —, mas como parte de um projeto abrangente de destruir o cristianismo trinitário e substituí-lo por uma religião da 'unidade absoluta', de inspiração esotérica”2. Escreveu dois trabalhos sobre a alquimia: Theatrum Chemicum e The Vegetation of Metals. Lembra Pizzinga: “Como Leibniz, Newton foi filiado ao Movimento Rosacruz do seu tempo, o que não o impediu de ser bastante religioso, chegando a propor que a estabilidade das órbitas dos planetas implicava em reajustes contínuos sobre suas trajetórias impostas pelo poder divino”3. Segundo uma lista maçônica referente a Royal Society, este era também maçon. Outros autores o colocam como membro da Ordem Priorado de Sion, ademais. Fez cálculos confirmando Kepler, e ainda conversando com Halley, mostrou cálculos provando a elipse formada por planetas. Com humildade disse: “Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes”. Mesmo quando tinha 80 anos de idade, ainda estava lúcido. Faleceu em 20 de Março de 1727.


 
2CARVALHO, Olavo de. Tudo o que você precisa saber para não ser um idiota, p. 299.
3PIZZINGA, Rodolfo Domenico. Isaac Newton: um interpretador das leis cósmicas. p. 9.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 21/04/2016


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