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PHILIPPUS AUREOLUS THEPHRASTUS BOMBATUS VON HOHENHEIM (PARACELSO) (1493-1541)


 
Philippus Theophrastus nasceu em Novembro de 1493, numa aldeia chamada Hohenheim ou Einsiedelm, próximo a Zurique, Suíça. Recebeu esse nome de Teofrasto porque seu pai admirava o filósofo grego de mesmo nome. Filho de médico, este que por sinal era filho de mestre teutônico na mesma arte. Também seu pai tinha uma excelente biblioteca. Assim seu pai foi seu primeiro professor na medicina. O pequeno Teofrasto acompanhava o pai nas consultas, e por vezes ia ler na Igreja que ficava atrás de sua casa. Mas Paracelso começou a ser assim chamado por ser contrário a Celso, bem como a Galeno e Avicena, criticando desde jovem a medicina tradicional. Com 14 anos já zombava de seus professores e catedráticos de medicina. Frequentou as universidades da Alemanha, da França e da Itália, doutorando-se, mas sendo negado por alguns examinadores. Na época existia ainda magia e ocultismo nas universidades. Não sem uma certa razão que criticava outros médicos, uma vez que estes se limitavam a sangrias, observar temperamentos, os chamados humores, e a ver a urina das pessoas, fluidos, sem muitas noções em seu tempo. Paracelso assim acaba fundando a homeopatia e mesmo a quimioterapia. Como bem o elogia Barrett, de lado místico o chama: “O príncipe dos médicos e filósofos por fogo. Magnífico médico polêmico. O Trimegisto da Suíça. O primeiro reformador da filosofia química. Iniciado na alquimia, cabala e magia. Secretário fiel da natureza. Mestre do elixir da vida e da pedra filosofal”1. Com 28 anos aprende o segredo da pedra filosofal em Constantinopla. Em 1530 irrita o conselho médico de Nuremberg por escrever a melhor dissertação sobre a sífilis até então. Disse que essa doença se podia tratar pelo mercúrio, por via interna, o que seria depois comprovado quase quatro séculos depois. Rompe com o tradicional quando conhece o abade Tritêmio, do Convento de São Jorge, em Wurzburg, e começa a estudar com o mesmo, de modo que esse Tritêmio era um cabalista notável, comentarista e conhecedor da Bíblia, bem como conhecedor de fenômenos que hoje são chamados de paranormais, no caso a telepatia, além de ser químico. Depois rompe com esse mestre, mas acaba por muito tempo a refletir o conhecimento do mestre, sendo apenas contrário a este no caso de certas práticas de necromancia, o que hoje se assemelha ao espiritismo. Mantém a linguagem codificada de Tritêmio e assim esconde certos ensinamentos. Passa a viajar por diversas terras, por Hungria, Polônia, Tirol, França, Espanha, Portugal, e até mesmo a Tartária, onde em reino trata filho de monarca e assim é tratado com homenagens como se fosse divindade. Paracelso foi também um precursor do magnetismo e mesmerismo. Mas foi um médico dos pobres, também chamado de Lutero da medicina. Levava pílulas no punho de sua espada, que se não antecipavam a quimioterapia, pelo menos tinham um efeito placebo. E colocava grande importância na imaginação e na fé para a cura. Ligava a imaginação a magia. Curava doentes por onde passava, numa espécie de missão espiritual. Oscilava entre a riqueza e a pobreza franciscana. Dizem que testava os remédios e fazia funcionar por ser clarividente. Também falou que se usasse magia, não cobraria por isso. Tratava de um misterioso Princípio M em sua obra “A chave da Alquimia”. Também parece entender o estômago como um alquimista. Era amigo de Gleerhard Baugartner, um dos alquimistas mais notórios de seu tempo. Usava também de conhecimento de astrologia para suas curas. Ademais, era considerado um chefe místico da Fraternidade Rosa Cruz, influenciando Fludd e Helmont. Tinha inúmero discípulos e seguidores, sendo o mais ligado seu secretário Oporinus, que depois se torna opositor, e escreve acusações do mestre, como deste ser ébrio habitual. Mas Paracelso é visto como casto e religioso. Outrossim, dizem que sofreu acidente com ataque de uma porca, e teria ficado semelhante a um eunuco. Fica antes famoso apenas em círculos esotéricos. Como oscilava entre pobreza e riqueza, tirando dinheiro de forma misteriosa, emprestando e devolvendo rapidamente com juros, dizem que devia fabricar ouro por alquimia. Seus escritos chegam a mais de 8000 páginas. Mas ele sofre então de uma doença rara que o consumia aos poucos. Escreve assim ainda mais sobre a Bíblia. Mas no dia 24 de Setembro de 1541 falece, na Áustria, aos 48 anos, tendo o funeral de um príncipe.
1BARRETT, Francis. Magus. p. 360.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 10/06/2016


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