Mariano Soltys
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Al Kindi

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Abu Yusuf Ya'qub ibn Ishaq al-Kindi nasceu em 801, em Kufa, também conhecido como Al Kindi, ou na versão latinizada Alkindus, de pai que era governador de Kufa, de família aristocrática, sendo Al Kindi filósofo, cientista, astrólogo, astrônomo, cosmólogo, químico, matemático, músico e médico, dentre outras coisas. Foi o primeiro filósofo árabe a introduzir o pensamento de Aristóteles por lá, seguido daí por Al Farabi, Averróis, Avicena etc. Descendente da tribo dos cinditas, estudando depois em Bagdad e Basora, hoje Iraque. A divisão de água foi ele ter estudado da recém-fundada Casa de Sabedoria, dedicada a tradução de textos filosóficos e outros de antigos gregos. Era um homem enciclopédico. Também tinha a qualidade de calígrafo, possuindo assim bela caligrafia. Outrossim, no campo da matemática ele introduz os numerais indianos. Tão exímio matemático, que conseguiu combinar o saber a medicina para que médicos calculassem o potencial dos medicamentos. Dizem que também usou de musicoterapia. Foi ademais tutor de filho de Califa. Mas com o tempo, outros intelectuais ficaram em destaque e ele fica de lado. Pode também ter sofrido perseguições por não se ortodoxo, por parte de Al-Mutawakkil, tendo até sua biblioteca sido apreendida, além de sofrer violência física. Normalmente cita apenas Aristóteles e Platão, e mas não outros filósofos. Defendia o livre arbítrio. Era um verdadeiro cientista em seu tempo, muito além de qualquer comparativo. Escreveu também várias obras de verve farmacêutica, em especial numa obra chamada Abragadhin. Também estudou geologia, ótica, meteorologia, climatologia e outros saberes. Combina assim um método empírico com a matemática. Mas foi autor de mais de 270 obras. Outra influência que teve foi do neoplatonismo. Fato curioso é que escreveu também sobre a astrologia, sendo muitas vezes citado na história desse saber. Colocava que os conhecimentos de religião e filosofia são harmônicos entre si. Alguns de seus escritos foram assim traduzidos na Idade Média. Cardano o considera uma das mentes mais brilhantes entre medievos. Já falava que os planetas giram em torno do Sol, sobre causas da chuva, miragem, sobre a luz etc. Sobre ocultismo, ele escreveu um livro contra alquimistas, chamado “Cuidado com o golpe dos alquimistas”, mas foi um tanto estranha a opinião, haja vista partindo de um astrólogo. Talvez ele criticasse apenas uma forma de alquimia, e não toda a forma, como aquela espiritual. Escreveu em torno de nove livros de lógica. Gerard de Cremona traduziu muitos de seus livros. Considerado um dos 12 sábios da Idade Média. Mas voltando a astrologia, ele é pai da astrologia culta árabe. Há obras suas usadas por discípulos, como “Dos Raios” e “Obra talismânica”. Um dos discípulos foi Albumasar. Uma lição curiosa de Al Kindi revela certo poder da mente ou subconsciente, uma vez que dizia que a imaginação podia produzir radiações capazes de afetar o mundo físico, e que esses efeitos poderiam se potencializar com palavras se poderia potencializar isso. Foi assim uma das maiores figuras do ocultismo, tratando dessa doutrina dos radiações, que na verdade estavam sujeitas as leis astrológicas. Cores e sons são exemplos dessas radiações. Também dava grande atenção aos sonhos. A magia certamente foi influenciada por Al Kindi, se é que ele mesmo não a praticava. De certo modo ele conhecia a Lei da Atração, antes dessa ser comentada, bem como leis de mentalismo de Caibalion, vistas como herméticas, lembrando de mentalismo, vibração, polaridade etc.
Al-Kindi teria morrido em Bagdad no ano 873, sendo "um homem solitário", durante o reinado de Al-Mu'tamid. Muitas de suas obras foram perdidas após sua morte, e mesmo em mundo árabe
não se conservou sua preservação.


 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 14/07/2016
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