Textos


AURÉLIO AGOSTINHO (354-430)

9k=

 
Aurélio Agostinho nasceu na África, em cidade da Numíbia, chamada Tagasta, em ano de 354. Seu pai are pagão e um patrício, sendo pequeno proprietário de terras. Sua mãe era uma fervorosa cristã. Estudou de início em Tagasta e Medaura, mas depois com ajuda de amigo de pai, rico Romaniano, podendo ir a escola de retórica, em Cártago. Assim pode por apoio de pai e amigo dele continuar seus estudos rumo ao magistério. Não teria sido um bom aluno ou exemplar nesse sentido. Era assim agredido pode gazear e por não admirar muito a língua grega. Não gostava de ler a Bíblia, esta sugerida por sua mãe. Mesmo muito depois assim não pode ler os autores gregos. Estava mais ligado a autores latinos. Em especial uma obra de Cícero o influenciou, chamada Hortensius, um elogio a filosofia. Era um adolescente rebelde e praticava algumas estrepolias, como furtar coisas de vizinhos, apenas por zoação. Já em 374 estava ensinando em Tagasta e depois em Cártago, mas teve problemas com alunos rebeldes e teve assim de se transferir para Roma. Mas foi professor porque possuía duas famílias, tendo filho, Adeodato, que faleceu na adolescência. Os seus alunos estudavam mais por obrigações, e assim não o correspondiam com alguma satisfação. Mas dizem que teria sido excelente professor. Mas antes de sua fé católica, teria estudado com seitas e sido sobremaneira influenciado pelas mesmas. A mais lembrada e que está inclusive em seu livro confissões, é a dos maniqueus. O maniqueísmo é conhecido pela crença em uma dualidade extrema, entre bem e mal, luz e treva. Mas vai muito além disso, defendendo doutrinas místicas sobre Jesus e que além de ter certa castidade e renúncia a família, ainda tinham regras de afastamento do trabalho e possuíam uma dieta especial. Parece que havia graus, como os ouvintes e os eleitos, nessa seita que se originou em Manes, mas que de longe parece ter algo parecido a zoroastrismo. Mani sendo oriental tinha algumas visões diferentes, não atribuindo o pecado ao livre arbítrio humano, mas sim ao mal que operava nesse humano, pela parte das duas almas ou duas inteligências. De interesse é uma doutrina semelhante a de certos gnósticos, que afirmava ter Cristo apenas uma carne aparente, sendo também aparentes a morte e ressurreição. Também de que Moisés não teria sido inspirado por Deus, mas sendo um príncipe das trevas, sendo assim que se devia rejeitar o Velho Testamento. Isso lembra a doutrina de Ildabaoth etc. Mas, Agostinho estava prometido a casamento e reconhecia que não conseguia suportar a tentação da carne. Por vontade de sua mãe já havia uma menina prometida, lembre-se que era uma menina muito jovem, de apenas 10 anos de idade, pois faltava dois anos para a idade mínima para casar, que era de 12 anos na época. O que hoje seria considerado pedofilia ou estupro de vulnerável, era a promessa de um casamento para Agostinho. Mas indo questionar o mestre do maniqueísmo sobre determinados assuntos, o mesmo não obteve respostas satisfatórias e indo assim procurar uma doutrina que seria sua maior influência: o neoplatonismo, via ensinos de Plotino. Essa doutrina era considerada a mais próxima a auxiliar na busca de Cristo e assim em muitos ensinos transparece na filosofia dele. Teve assim depois brigas com os maniqueístas e com donatistas, bem como contra Pelágio e em certo modo muitas das chamadas “heresias”. Fato é que não se precisa pensar muito para achar em doutrinas como a do anjo bom e anjo mal que acompanham o homem, algo de maniqueísta. O mesmo se poderia pensar antes dos judeus seguidores de Cristo, como os messiânicos, que não deixariam de ser o que antes era, por causa apenas de uma nova doutrina. Isso já se observa mesmo em Paulo, que era fariseu. De cero modo fica claro que Agostinho cristianizou Platão e via um neoplatonismo, que estava mais perto da religião, que da filosofia. Ele originou os Agostinianos Eremitas da Ordo Eremitarum Sancti Augustini (OESA), vindos das congregações de eremitas da Itália central, reunidos como frades mendicantes. Também a Ordem de Santo Agostinho (OSA). Foi consequência quase que certa que diria então que era necessário crer para compreender e compreender para crer, unindo fé a razão. Não falta também uns tons místicos e iniciáticos no que disse, como que ninguém que veja Deus pode continuar a viver a vida mortal preso aos sentidos do corpo. Também parece algo gnóstica a sua doutrina de que a concupiscência é o reato do pecado original. Também que a lei de Deus foi escrita nos corações dos homens. Parece reconhecer também a ciência da astrologia, bem como relação mágica dos elementos com a alma, como a compreensão ao fogo, a razão ao ar, imaginação a água e sentidos a terra. E uma ampla angeologia e espiritualismo. E que a Criação está fora do tempo. Morre em 430.

 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 11/08/2016


Comentários