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CHARLES FOURIER (1772-1837)
 
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Charles Fourier nasceu em Besançon, Franco Condado, em 7 de abril de 1772, filho de um modesto homem de negócios na área de tecidos, sendo que estava mais interessado na arquitetura que nos negócios do pai. Assim queria ser engenheiro, mas a escola militar de Engenharia só aceitava filhos da nobreza. Depois fica feliz por não ter feito engenharia, uma vez que consumiria seu tempo e assim não poderia ajudar a humanidade. Abandonou os estudos aos 17, servindo no exército durante a Revolução Francesa. Perde o pai em 7 de julho de 1781, recebendo a quinta parte de sua fortuna, em torno de duzentos mil francos, sendo que faz viagens de passeio pela Europa, e aproveita para trabalhar em Lyon, em Paris, Ruan, Marsella, e Burdeos. Assim buscaria o conhecimento através dessas viagens, mas logo se arrepende de exercer tarefas enganosas e degradantes, como negociante e agente de correios. Seu primeiro livro foi publicado em 1808. Torna-se socialista utópico e um dos pais do cooperativismo, crítico do capitalismo e economia de sua época. Inimigo da industrialização, da urbanização, do liberalismo e da família baseada no matrimônio e monogamia. Em muito um satírico. Um tanto hedonista também e meio na linha pscicanalítica. Assim foi empresário arruinado na época da revolução, levando a empresa a falência, vivendo com muita dificuldade em modesta oficina. Teve em muito o estudo autodidata, em muito influenciado por Rousseau. Pode-se enquadrar entre socialistas utópicos, ao lado de Saint-Simon, Owen, Proudhon e Blanc, apesar de não se alinhar com estes por vezes. Viu muitos males da sociedade na especulação comercial. Teve a ideia de falanstérios que foram postos em prática por Victor Considérant. Entre suas obras estão “A falsa indústria”, “Tratado da associação doméstica e agrícula” e “O novo mundo industrial”. Teve problemas de saúde e teve =de se afastar da ativa, trabalhando como balconista. Formulou a ideia de uma ordem social natural, paralela a ordem do universo. Lança o jornal “O Falanstério”, que depois mudou o nome para “A Falange”, tudo influenciado por Rousseau. As pessoas assim poderiam trabalhar no que quisessem, espécie de trabalho com prazer. Sua doutrina antecipa o marxismo e a psicanálise. Na educação defendia a liberdade de escolha sexual. Era um crítico da moral. A propriedade privada se tornaria unitária. Seu pensamento se reflete até na arte, emliteratura de Sade, conforme Rouanet1: “Por outro lado, podemos reconhecer em Sade traços fourierianos [...]. O sádico tenta encontrar um parceiro que aspire exatamente àquelas humilhações e sofrimentos que seu atormentador quer infligir-lhe. Quando isso ocorre, o sádico está numa dessas harmonias buscadas por Fourier”. Faleceu em 10 de outubro de 1837, em Paris.

1ROUANET, Sergio Paulo. As razões do iluminismo. p. 57.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 26/12/2016


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