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LUDWIG ANDREAS FEUERBACH (1804-1872)
 
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Ludwig Andreas Feuerbach nasceu em 28 de julho de 1804, em Lanshut (ou Rechenberg), Baviera, Alemanha, filho de Paul Johann Anselm von Feuerbach, um famoso jurista. Feuerbach foi irmão de Karl Wilhelm Feuerbach, Eduard Feuerbach, Friedrich Feuerbach e Joseph Anselm Feuerbach, e o filho deste último foi um destacado pintor alemão. Assim estuda Teologia em Berlim, abandonando esse curso e sendo discípulo de Hegel. Em 1828 passa a estudar ciências naturais em Erlangen. Porém, acaba por criticar o pensamento hegeliano e se direcionar a uma antropologia e um materialismo. Assim se afasta do mero idealismo, sendo classificado como uma transição ao materialismo, e estudado e usado por Marx. Um ateísmo humanista, por sinal. Assim após dois anos, publica “Pensamentos sobre a morte e a imortalidade”, anonimamente, e assim traça ideias contra a imortalidade. Ainda escreveu “Aberlardo e Heloísa”, retratando assim esse amor proibido, e ainda “Sobre filosofia e cristianismo”, essa que influenciou Marx. Disse que toda forma de religião é uma alienação onde as pessoas projetam o conceito de ideal humano em um Ser superior. Assim Deus se torna imagem e semelhança dos homens. Ele acaba por criticar todo o pensamento especulativo. Por sua crítica de religião e má fama de ateu, não pode exercer a docência (hoje seria o contrário que ocorreria...), mas após a revolução de 1848 o fez por um semestre, após pedido por alunos de Heidelberg. Foi o mestre do pensamento dos jóivens hegelianos. Nietzsche chamou de sensualidade sadia. Influencia assim Engels e Marx, que o acabam criticando, nas “Teses sobre Feuerbach” e na “Ideologia Alemã”. A crítica de Marx já no começo da obra é que o defeito de sua filosofia foi conceber o objeto não como atividade sensorial humana ou prática, sendo assim mais teórica e não revolucionária/prática-crítica. A crítica de Marx é que seria um pensamento mais teórico, e não prático. Filósofo que interpretou o mundo, e não tentou modificá-lo. Em 1870 Feuerbach se afiliou ao Partido Socialdemocrata da Alemanha (SPD). Disse que a religião é a essência infantil da humanidade. O homem é início, meio e fim da religião. No resto da vida viveu em solidão e precário estado econômico. Escreveu também uma Teogonia. Como lembra Hagger: “Feuerbach, que era materialista, e os racionalistas científicos Darwin e Herbert Spencer, foram os primeiros heróis dos niilistas”1. De certo modo reduz Deus a uma criação mental do homem. Uma hipóstase. Poderia se chamar de um místico ateu, haja vista sua preocupação com a religião. Muito se usa Nietzsche como filósofo que mata Deus, mas Feuerbach ganharia uma posição anterior nesse sentido. Feuerbach seria então um niilista, comocando a espiritualidade humana numa alienação. Por outro lado, parece muito com budista ou hinduista sua visão.Como disse Salvador Paniker2:






 



Assim o que pensamos sobre Deus talvez não seja Deus mesmo. Mas não seria o próprio Deus que colocaria essa ideia ou semente em nós? Muita coisa que antes era tida por fantasia é aos poucos comprovada, seja por parapsicologia, seja por ufologia e demais novas “ciências”. Mas Feuerbach fez uma crítica e foi espécie de herói a revolucionários. Mas se a matéria origina tudo isso, quem originaria a matéria? Questões que Feuerbach não respondeu. E já vimos que houve motivos ocultos em tais revoluções e pensamentos. Mas por fim falece em 13 de setembro de 1872, de neumonia, enterrado em Nuremberg, em Johannisfreidhof.



 
1HAGGER, Nicholas. A história secreta do ocidente. p. 309.
2PANIKER, Salvador. Filosofía y mística. p. 191.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 27/12/2016
Alterado em 27/12/2016


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