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CHARLES DARWIN (1809-1882)
 
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Charles Robert Darwin nasceu em 12 de fevereiro de 1809, em Shrewsbury, Shropshire, Inglaterra, em "The Mount" ('O monte'). O quinto filho de um médico, Robert Darwin, que também era homem rico de negócios, e de Susannah Wedgwood, de famílias unitaristas, apesar de por parte de mãe adotarem o anglicanismo. Mas eram também livre-pensadores. Já aos oito anos Charles mostrava gosto por história natural e por colecionismo de exemplares, quando passa a frequentar a escola regida por um pregador da capela onde assistia os cultos. Em julho de 1817 falece sua mãe. Em setembro de 1818 se incorpora com seu irmão Erasmus acerca da escola anglicana como pupilo. Passa o verão de 1825 como aprendiz de médico, ajudando seu pai a asistir pessoas necessitadas de Sropshire, antes de com Erasmus entrar na Universidade de Edimburgo, quando Darwin tinha 16 anos. Nas difíceis classes não se aplicava muito. Ingressa então em um grupo extremo de história natural, a Sociedade Pliniana, com debates de materialismo radical. Ficou maravilhado com as ideias de evolução de Lamarck. Pela falta de atenção no curso de Medicina, enfurece seu pai, que o envia a Christ's College de Cambridge para obter grau de letras, para ser pastor anglicano. Mas ele preferia andar a cavalo, que estudo. Também ele preferia colecionar pequenos animais. Foi amigo de professor de botânica John Stevens Henlow e conhece importantes naturalistas, tendo contato com uma teologia natural e ainda se deleita com a linguagem e lógica de “Evidências do Cristianismo”, de William Paley. A obra mostrava adaptação biológica como evidência do desejo divino. Mas na Universidade de Cambridge revela sua paixão pelas ciências naturais. Assim junto com Alfred Russel Wallace começa de forma mais desenvolvida a ideia de evolução. “A Origem das Espécies” segue uma metodologia científica, com observação da natureza. Assim tudo ocorreria através da seleção natural. O que constitui ainda a teoria moderna. Casou-se com sua prima, Emma Wedgwood, que era nove meses mais velha, mas encantadora e inteligente, e cuidava de tia, esposa com a qual tem dez filhos, dos quais dois morreram na infância. Foi um pai atencioso e carinho para com os filhos. Os filhos tiveram destaque em ciências, e membros da Royal Society. Também fez viagens a bordo do HMS Beagle, que pareceu ser em todos os sentidos um grande divisor de águas, a fim de observar a natureza. Era ainda assim ortodoxo e citava regularmente a Bíblia como uma autoridade moral. Passa a criticar um pouco o criacionismo, e assim discutia com a esposa sobre muitas questões de fé, que o apoiava. Apesar do aparente mal de alguns seres, mesmo assim considerava a vida perfeitamente adaptada e usava ainda argumentos teológicos. Deus ainda era o doador da vida. Fica um tanto agnóstico. Os teólogos liberais, como Charles Kingsley apoiaram a teoria, bem como teólogos anglicanos, na obra “Essays and Reviews”. Falou Darwin1: “Não vejo razão alguma para que as opiniões desenvolvidas neste volume firam o sentimento religioso de quem quer que seja. Basta, além disso, para mostrar quanto estas espécies de impressões são passageiras, lembrar que a maior descoberta que o homem tem feito, a lei da atração universal, foi também atacada por Leibnitz, 'como subversiva da religião natural, e, nestas condições, da religião revelada'. Um eclesiástico célebre escrevia-me um dia, 'que tinha acabado por compreender que acreditar na criação de algumas formas capazes de se desenvolver por si mesmas noutras formas necessárias, é ter uma concepção bem mais elevada de Deus, do que acreditar que houvesse necessidade de novos atos de criação para preencher as lacunas causadas pela ação das leis estabelecidas'”. Seu falecimento foi em 19 de abril de 1882, com 73 anos, em Down House, Kent, Inglaterra.


 
1DARWIN, Charles. A origem das espécies. p. 545.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 28/12/2016
Alterado em 28/12/2016


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