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Ludwig Wittgenstein nasceu em 26 de abril de 1889, em Viena, caçula de oito filhos de  Karl Wittgenstein e Leopoldine Kalmus, fundador de indústria de aço, assim de uma das mais ricas famílias. Também de avós judeus convertidos ao protestantismo, apesar de sua avó materna ser Católica. Estudou na mesma escola que Hitler, escola secundária em Linz, e aparecem ambos em uma foto. Ele depois estudou Engenharia e se inscreve na Technische Hochschule de Berlim e depois na Faculdade de Engenharia de Manchester, onde depois, por conselho de Frege, vai para Cambridge estudar matemática com Bertrand Russel. Trabalhou como investigador na Aeronáutica, por três anos. Na Primeira Guerra se alista como voluntário no exército austríaco e fica prisioneiro dos italiano, por quase um ano, no campo de Cassino. Liberto, encontra Russel na Holanda para falar de sua obra Tratactus Lógico-philosoficus. Em 1939 sucede na Cátedra de Filosofia, trabalhando ainda como maqueiro em hospital, na Segunda Guerra Mundial. Após, trabalha em laboratório médico em Newcastle. Em 1949 foi aos EUA a visitar o amigo Noeman Malcolm. Interessante que Wittgenstein também foi professor primário, e junto com mas crianças elaborou um dicionário de palavras usadas pelas mesmas. Assim ensinou em três pequenos povoados na Baixa Áustria. A escola tinha certa vanguarda, sendo de linha da gestalt, e era assim antissensista e antiassociassionista. Era ainda amigo de Keynes. A filosofia para ele seria uma espécie de terapia para as doenças da linguagem. Mas não em um sentido essencialista. Os problemas filosóficos surgem quando falta a linguagem. Ele entendia ter nos libertado da cãibra mental. A filosofia como um guia para a mosca na garrafa. Disse que o que interessava em sua filosofia não estava escrito, e a parte mais importante estaria então na religião e na ética. O que conta na vida com o que nos devemos calar, diferenciando do positivismo. Seu pensamento se divide em duas fases. Mas é meio confuso o autor mudar sua opinião. Como lembra Gilles Deleuze no seu vídeo Abecedário: “W de Wittgenstein CP: Vamos ao W.  GD: Não tem nada em W.  CP: Tem sim: Wittgenstein. Sei que não é nada para você...  GD: Não quero falar disso. Para mim, é uma catástrofe filosófica. É uma regressão em massa de toda a filosofia. O caso Wittgenstein é muito triste. Eles criaram um sistema de terror, no qual, sob o pretexto de fazer alguma coisa nova, instauraram a pobreza em toda a sua grandeza. Não há palavras para descrever este perigo. E é um perigo que volta. É grave, pois os wittgensteinianos são maus, eles quebram tudo! Se eles vencerem, haverá um assassinato da filosofia. São assassinos da filosofia.  CP: É grave, então?  GD: Sim, é preciso ter muito cuidado!”.  De qualquer modo alguma contribuição Wittgenstein teve a filosofia. Em 1919 renuncia a herança advinda da morte de pai, beneficiando assim as irmãs com a herança. Ao voltar para Cambridge, descobre que está com câncer. Morreu na casa do médico Bevan, onde estava hospedado, em 29 de abril de 1951.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 30/12/2016
Alterado em 30/12/2016


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