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IVAN PETROVICH PAVLOV ( 1849-1936)
 
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Iván Petróvich Pávlov, Ива́н Петро́вич Па́влов, nasceu em 14 de setembro de 1849, na pequena cidade de Ryazan, na Rússia central, filho de um patriarca (sacerdote ou Papa ortodoxo) russo, e de início estudou Teologia, em seminário, pegando gosto pela ciência, pois havia lido um livro que despertou curiosidade, Os Reflexos do Cérebro, que descrevia a relação entre atividades físicas e ações psicológicas. Estudou deste modo fisiologia aos 26, mas abandonou Teologia para estudar Medicina e Química na Universidade de São Petersburgo, e terminando em 1883, vai se especializar na Alemanha, em fisiologia intestinal e funcionamento do sistema circulatório. Em 1890 foi professor na Academia Médica Imperial. Também catedrático de farmacologia na Academia Militar de Medicina. Criou também o instituto experimental de Medicina na cidade de São Petersburgo. Nos anos seguintes fez varios estudos sobre aparatos digestivos e sucos gástricos, e em especial investigações em cães, examinando sua salivação de acordo com determinados condicionamentos. Também fez experiência de alimentar o cão com uma música determinada. Só ao ouvirem a música já reagiam com secreção da saliva. Também um reflexo não-condicionado. E assim vem a base do behaviorismo. Os resultados das investigações de Pavlov foram publicados em livro “O trabalho da glândula digestiva”, de 1897. Em 1904, Pavlov recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia e de Medicina. Não usava uma campainha ou sino, mas sim um metrónomo, que batia 100 golpes por minuto, antes de dar alimento aos animais, pombo ou cachorro. Antes dele já William james teria colocado bases de behaviorismo, e anteriormente ainda o médico árabe Avenzoar realizava experimentos em animais. Não seria bem condicionado, mas sim condicional, o reflexo. Mesmo com a guerra civil russa e a chegada dos bolcheviques, não influem em suas investigações. Não era simpático ao regime, mas mesmo assim não sofre represárias. E ainda depois foi noemado diretor de lavboratórios de fisiologia dos Instituto de Medicina Experimental da Academia de Ciências da URSS. Já em 1930 disse que a linguagem humana é em função de reflexos condicionados. O governo soviético, quando presidido por Lenin, apoiou financeiramente às experiências de Pavlov. Usava um método experimental. Mas críticas ficam, como de Olavo de Carvalho: “Pode-se mudar a personalidade e as convicções de um homem levando-o ao esgotamento resultante da estimulação contraditória (Pavlov)”1. E falou sobre a lavagem cerebral e mensagens subliminares. Contudo, quando a moralidade, disse que deveria se ver que essa é consciência. “moralidade não é uma lista de condutas louváveis e condenáveis, pronta para que o cidadão a obedeça com o automatismo de um rato de Pavlov. Moralidade é consciência, é discernimento pessoal, é busca de uma meta de perfeição que só aos poucos vai se esclarecendo e encontrando seus meios de realização entre as contradições e ambiguidades da vida”2. A sociedade atual parece se encontrar muito confusa, seja pela educação que não sabe dizer “não”, seja pela mídia que a todo momento defende uma série de comportamentos antes tidos por anormais ou incomuns. Não se trata de certo ou errado, mas de uma certa noção, que mesmo em tempos antigos existia. Novamente lembra que “O comunismo soviético e chinês, partindo das descobertas do neurofisiologista Ivan Pavlov, desenvolve a técnica da 'lavagem cerebral' para bloquear o livre exercício da consciência e obrigar as mentes individuais a modelar-se pelo discurso coletivo”3. Uma questão que fica não é apenas se tratamos de comunismo, capitalismo ou outro ismo, mas de se de modo não ético, manipula-se pessoas como se fossem animais, reduzindo a sua dignidade, apesar que nem nossos irmãos menores, os animais, merecem tal tratamento. Por isso que se deve ter reservas em condicionar alguém, relativisando suas escolhas, natureza e mesmo liberdade. Pavlov morreu no dia 27 de fevereiro, com 86 anos, de pneumonia.

 
1CARVALHO, Olavo de. Jardim das aflições. p. 62.
2CARVALHO, Olavo de. Tudo que você precisa saber para não ser um idiota. p. 164.
3Idem, O futuro do pensamento brasileiro. p. 74.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 16/01/2017


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