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Pitágoras de Samos
 
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Pitágoras nasceu em Samos, por volta de 532 antes de Cristo, e seu nome foi dado porque significava ser anunciado pela pítia, espécie de adivinha. Depois o próprio Pitágoras fazia previsões tão exatas quando as da pítia, ou tão claro em previsões quanto Apolo Pítio. Seus discípulos viam nele a perfeição de um Apolo, confundido com um Deus. Filho de Mnesarco, um escultor, teria ele também feito esculturas. Sua esposa chamava-se Tiano, e os filhos, Damo e Telauge. Estudou a Ilíada e a Odisséia na juventude, esta que foi severa em disciplina e aprendizados, e seu mestre foi Ferécides de Siros. Depois que seu mestre faleceu, estudou um tempo com Hermodamante. Com seu mestre, conheceu as purificações periódicas, a definição de algo que seria por ele chamado de filosofia e estudou ainda a astrologia. Depois de ter aprendido com os mestres, começou a efetuar viagens em diversas regiões, como até a Trácia, país de Orfeu, onde teria sido iniciado nas práticas órficas, e, também aprendeu com os magos na Caldeia, por 11 anos, a doutrina dos números e da música. Mas esteve também em contato com escolas iniciáticas do Egito, Babilônia, Fenícia, Índia, ou seja, com os mistérios. Esses mistérios se relacionavam muito com os mundos invisíveis, e conhecimentos da alma, o que depois deve ter levado em sua doutrina de transmigração das almas. Nessas iniciações, possivelmente aprendeu práticas não comuns, o que depois lhe rendeu a fama de um homem envolto em milagres e fatos extraordinários, como estar em dois lugares ao mesmo tempo, controlar tempestades, prever coisas como tempestades ou epidemias, fazer fugir serpentes, domesticar águias etc. Depois dessa busca de sabedoria pelo mundo, funda a escola itálica, tendo centenas de discípulos.Ele estava sempre vestido de lã branca, e fundou uma espécie de sociedade secreta em Crotona. Os pitagóricos tinham o dever de segredo e silêncio, marcas claras de escolas de mistérios ou iniciáticas. Suas doutrinas também parecem revelar esse tom, modelo depois aparentemente presente na Maçonaria. Parece que tinha dois graus em sua escola, e que no primeiro se devia ficar em silêncio, apenas ouvindo o mestre, este por trás de uma cortina. Conhecia possivelmente a projeção astral, que teve de usar no Egito, e mesmo saberes ligados a adquirir um corpo solar. Desse modo, Pitágoras que nem era referido pelo seu nome pelos discípulos, falava muito através de parábolas, como por exemplo de não saltar por uma balança, referindo-se a justiça. Também com sua doutrina de transmigração de almas, falava para se respeitar a procriação, porque era o meio das almas reencarnarem. Do mesmo modo, era vegetariano, uma vez que em animais se poderia encontrar a alma de algum parente, o que não seria muito positivo. Tanto é, que no que se refere a sacrifício aos deuses, ou a Apolo, ele não usava animais nem sangue, mas espécies de bolos no formato de bois, o que evitaria esse derramamento de sangue e morte de um animal, que poderia conter uma alma transmigrada. Essas doutrinas e muitas outras deve ter levado em sua escola em Crotona, que prosperou e se espalhou por mais cidades, aceitando estrangeiros e mulheres em sua composição. Por isso se vê em diálogos de Platão a participação de estrangeiros e mulheres, o que parece ser uma homenagem ou admiração a esse mestre de Samos. Para escolher seus discípulos, porém, usava de técnicas fisionômicas ou de leitura de rosto, evitando assim alguém não compatível com sua escola. Como é sabido, o princípio de todas as coisas para ele era o número. Mas como disse Porfírio, esse número era mais um hieroglifo com o qual significava a natureza das coisas. Helena Blavastky disse que ele adquiriu o conhecimento da Índia, e que o teorema de triângulos apenas ganha seu nome, já estando presente em esboço de documento babilônico da época de Hamurabi. Teve contato com Zoroastro (Zaritas). Fez mais uma teofilosofia, teogonia, levando à filosofia esses saberes teológicos e mágicos. Sua numerologia assemelha-se a uma cabala. Aconteceu de ficar um ano inteiro escondido em uma caverna, de modo a depois falar o que ocorreu sem ver, em mais um milagre. Morreu de alegria.

 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 29/01/2017


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