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Onde mora o filósofo?
 
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Moradia filosófica
 
O filósofo habita em sua mente, e nela tem um castelo. Normalmente as pessoas pensam que o gênio tem de possuir uma mansão, ou que use sua inteligência para albergar altos cargos públicos e ter um vencimento farto. Mas não é o que ocorre, em maioria de casos. Por exemplo, já Diógenes morava em um barril, procurando de certa forma mendigar. Os seus seguidores eram chamados de cínicos, não por serem ruins, mas por parecerem com cães. Nem por isso se perdia a genialidade. Há quem vivesse caminhando pela rua, como Aristóteles, e assim sua casa era mais a reflexão enquanto se caminha. Cada um tem sua morada, e a isso se pode chamar também ethos.


 
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A nação do filósofo

Havia algum filósofo nacionalista, em especial entre alemães e italianos, mas entre os gregos havia quem se dissesse ser cidadão do cosmo. O filósofo é um cidadão do universo. Logo seria estranho ele ser patriota ou nacionalista. Contudo um Hegel, um Marx, e tantos outros, têm a cara alemã. Um Voltaire a cara francesa. Emerson a cara americana. Mas e atualmente? Nos tempos recentes ou se tem uma cara de Europa, ou de EUA. Parece que a filosofia em outros lugares não é apoiada e sequer comentada. Sociedades em desenvolvimento não têm tempo de elaborar uma riqueza epistemológica, ficando mais em questão social e prática. Logo não se pensa como filósofo, mas como mero professor ou historiador de filosofia, que repete o pensamento europeu ou americano. Nisso vimos o positivismo e depois o marxismo por aqui.



 
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Casas lá e casas aqui

Assistindo um programa sobre imóveis e negociação, percebi que as casas nos EUA guardam alguns detalhes, e mostra bem o comportamento por lá, em comparação aqui. Primeiro que lá as casas não têm cercas e muros. Logo a ligação com vizinhos e mesmo com a rua deve ser mais estreita, e mais responsável. Mostra uma ética de responsabilidade, e não de vitimismo. Também as casas por lá têm porão, com objetivo de alugar para se pagar a hipoteca, então o americano pensa em negócio e segurança, não investindo em mero luxo ou conforto. Claro que também há um fetichismo dessas casas, um apego para o maior conforto possível aos filhos, como banheiro para cada um. Por lá se usa uma tal ilha na cozinha, e muitas casas têm deques, o que mostra uma socialização necessária, e mesmo ainda uma forte presença de uma família burguesa. Mas as casas são em maioria de madeira, o que mostra apenas uma fachada de resistência. Já as casas daqui não têm o porão para alugar, e vivem cercadas com muros e câmeras por todos os lados, desconfiadas da segurança pública.



 
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Filósofo Botton e o status

O filósofo Alain de Botton escreveu um livro sobre o desejo de status, e lá mostrou que as pessoas ampliaram seus confortos na casa. Diz que há uma relação entre ganhar dinheiro e ser feliz. Liga-se a felicidade com comprar coisas, imaginando que ela se mantenha, quando logo se reduz. Já comunidades indígenas se satisfaziam com muito menos, e eram unidas e alegres. Mas de interesse se mostra uma tabela de bens necessários ao americano. Poderíamos atualmente pensar no mesmo aqui. Coisas como segundo carro, segunda TV, ar-condicionado em carro e ar condicionado em casa, foram bens necessário que surgiram. A lava-louças ainda começa a aparecer. Por fim, vemos que o filósofo mora muitas vezes em conforto, e muitos tiveram origem abonada. Mas a mansão do pensador sempre foi e sempre será a sua mente.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 21/03/2017
Alterado em 21/03/2017


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