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JACQUES MARITAIN (1882-1973)

 
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Jacques Maritain nasceu em 18 de novembro de 1882, em Paris, França, e era neto do grande advogado francês, Jules Fabre, ministro das relações exteriores, bem como descendente do beato Pedro Fabre, companheiro de Santo Inácio de Loyola, e assim de fundadores da Companhia de Jesus. Ainda jovem teve Maritain vasta cultura e erudição, e assim fez ensino médio no Liceu Henri-IV, em Paris, e cursou Filosofia e Ciências naturais em Sorbonne, e onde conheceu Raíssa Oumansoff (ou Urmansoff), escritora, de origem israelita e russa, que era estudante e sua futura esposa. Deste modo, em 1904 se casou com Raíssa. Sua esposa foi parceira intelectual em suas obras. Em 1905 Maritain lecionou como agregado em Filosofia, e cursou estudos biológicos em Heidelberg. Ainda fez cursos com Henri Bergson. Maritain foi um filósofo católico francês, expoente do humanismo cristão. Assim, um dos mais destacados defensores do neotomismo e assim também da metafísica cristã, que denominou filosofia da inteligência e do existir. No Brasil ele influenciou Alceu de Amoroso Lima, seu discípulo. Maritain era de família protestante, e juntamente com sua esposa, em 1906 se converteu ao catolicismo, batizando-se na Igreja de São João Evangelista de Montpatre. Também foi atraído pela doutrina neovitalista, de Hans Driesch. Mas marcante foi seu estudo profundo de São Tomás de Aquino, e ainda foi discípulo de Bergson. Em 1917 recebeu título de Doutor Honoris Causa na Santa Sede, na universidades pontifícias. Foi professor de Filosofia moderna no Instituto Católico de Paris e posteriormente no Instituto de estudos medievais na Universidade de Toronto, Chicago, Princeton e Columbia, nos EUA. Teve também vínculo com filósofo tomista Réginald Garrigou-Lagrange. De 1945 a 1948 foi embaixador da Francia ante o Vaticano. De 1948 a 51 que foi professor na Universidade Princeton, em Nova Jersey. Influenciou ainda Papa paulo VI no Credo do povo de Deus, sendo o esquema básico da profissão de fé, sua. Foi partidário de uma sociedade aberta e pluralista, inspirada por cooperação entre os diferentes, defensor de sistemas democráticos e na liberdade ideológica e de culto, bem como nos direitos humanos enraizados na lei natural. Foi contra regime totalitário e quem simpatizasse com este, como Cichy, que assim o fazia com nacionalssocialismo de Hitler. Apoiou intelectuais judeus perseguidos. Se opôs a ceticismo, ao irracionalismo, materialismo e outros semelhantes. Sua visão era de humanismo integral. Também foi inimigo do comunismo. Mas condenou ao mesmo tempo a sociedade liberal burguesa. O dever do Estado é a justiça. Relaciona ainda a ética a teologia. E buscar o bem comum. Seu humanismo vai além do positivista e do subjetivista. Fala em integração. Disse Olavo de Carvalho: “Jacques Maritain, um autor que nunca apreciei muito mas que nos seus dias de velhice, reconheço, esteve bem próximo de se tornar um verdadeiro homem de sabedoria, escreve em Le Paysan de la Garonne, o melhor de seus livros, que o cristão entre judeus, muçulmanos ou budistas não deve encará-los como matéria-prima de futuras conversões possíveis, mas considerá-los desde já como partes integrantes do corpo místico de Cristo, aí integrados por um mistério de misericórdia que transcende a nossa compreensão”1. Maritain faleceu em Toulouse, em 28 de abril de 1973.

 
1CARVALHO, Olavo de. O Futuro do Pensamento Brasileiro. p.63
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 23/03/2017


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