Mariano Soltys
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Problemas com carne e a alimentação do filósofo
 


Problemas atuais


Recentemente se difundiu por redes sociais brincadeiras sobre fazer um churrasco de papelão. Isso se deve, haja vista operação da Polícia Federal que descobriu irregularidades em frigoríficos, onde havia carne podre maquiada com ácido, bem como papelão e outras coisas na carne, como restos de outras partes, como cabeça. Há quem diga que essas denúncias se devem a armação internacional, como já ocorreu no passado com grão de café, uma vez a carne brasileira estar ganhando o mercado mundial. Com o café eles atacaram a qualidade de nosso produto e depois usaram nossos grãos como se fossem de outros países. Já com a carne parece que o problema se deu com a industrialização, que agrega valor e torna concorrente o produto. Mas a Polícia de qualquer modo deve ter encontrado irregularidades reais, o que nos faz repensar nossa alimentação.

Os filósofos e a alimentação

Filósofos devem passar por dois extremos: ou estão em banquetes, como o caso de Platão e Sócrates, ou estariam em um regime vegetariano, com outras proibições, como os pitagóricos. Há quem vivesse mendigando, como os cínicos, e coma qualquer coisa ou mesmo lixo, e há ainda Epicuro, que dizia que não se devia comer nada sozinho, e que convidou discípulos para morar em sua casa. Montaigne mostrou pessoa que tinham timidez e se escondiam ao fazer refeições. Filósofos mais recentes, como Nietzsche, comiam de forma regulada, mas nesse havia seu eterno problema de saúde, que requeria uma dieta bem especial. Feuerbach disse que somos o que comemos. Mas no geral os filósofos estão entre extremo de pouco comer, haja vista a concentração filosófica, e noutro momento a energia exigida, que deve requerer uma forte alimentação. O banquete é sempre um tema que volta.


Místicos e alimentação

Muitos místicos não têm dúvida, assim sugerem a alimentação vegetariana. Mas recentemente li uma revista sobre budismo, onde a líder falava que a alimentação de vegetais com agrotóxicos, igualmente se torna danosa. Também poderíamos pensar nos industrializados, que mesmo não sendo carne, nos fariam algum mal. Fato é que meu avô já tem 90 anos e come frango caipira, e assim a carne para ele não foi um mal. Para tanto, se deve ver a dieta de cada um, e os místicos nos são exemplos bem restritos, assim como sua personalidade. Paracelso dizia que o estômago é um alquimista, e que mesmo venenos pode transmutar.

Sobrevivência

Observando programas de TV sobre sobrevivência, percebi que o mais necessário é a água. O ser humano consegue ficar um tempo sem se alimentar. Assim os sobreviventes comem em princípio frutos, para depois caçar ou pegar um pequeno animal com armadilha. A alimentação é necessária, mas vivemos em um mundo que exagera e que gera doenças por esse exagero alimentar. Os filósofos atuais devem levar isso em conta, e não intoxicar o espírito com maus alimentos. Mas também Cristo teria falado que o mal do homem não é o que entra pela boca, mas o que sai. Um jejum também é recomendado, por vezes. Resta também acabarmos com a fome mundial.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 11/04/2017
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