Textos

Filmes cristãos e a filosofia 


Enquanto Estivermos Juntos 


Um belo filme sobre a música e o amor, bem como de um encontro de fé, “Enquanto estivermos juntos” retrata a trajetória de Jeremy Camp (K.J. Apa) na música e no amor, bem como na fé que encontrou após ter conhecido Melissa, ao procurar estudar em universidade cristã da Califórnia, e para garota a qual dedicou músicas e onde encontrou também a fé em Jesus. Na filosofia se poderia dizer que ele usou do livre arbítrio, reencontrando o caminho para Deus, uma vez que teria antes duvidado um pouco do poder Dele, haja vista ter rezado para irmão não nascer portador de limitação intelectual. Já Melissa tinha um amigo músico cristão e desse modo conheceu Jeremy,o qual teve uma participação em show dele e a avistou na plateia, em descoberta de forte amor. O filme, apesar de retratar a fé, não tem muita característica inicial de uma produção gospel, e parece de início ser um bom musical, ou com algum tema sonoro. Melissa parece ser uma garota esperta e informada, e ensina algo de astronomia, bem como leva um tom poético a narrativa do filme. O pensamento filosófico de Agostinho de Hipona tende a aparecer, de modo leve, com o livre arbítrio na escolha entre Deus ou o inferno, e na fé que supera, não pelo resultado, ou obras, mas pela fé e graça mesmo. O filme não chega ao clichê, e as coisas se resultam no realismo da vida, com resultado um tanto trágico, mas que reforça a fé, em vez de abalá-la. Agostinho diria que o mal é um não-ser. Logo, quando os personagens se deixam levar pelo mal ou dúvida, eles depois superam através da fé, resultando no milagre. Mas assim como as estrelas desaparecem, mesmo deixando um forte brilho, do mesmo modo a Melissa leva a se aprender que na vida quem decide é Deus, e que não pode o humano controlar tudo. Por fim, se aparece um jovem viúvo, que conhece outra moça convertida, e acabam os dois homenageando a fé de Melissa, em atitude voltada mais para Cristo, que para a razão, ou para o resultado da fé, a não ser para a fé mesma, constituindo nova família. A arte acaba sendo uma mensagem de Deus para aqueles que estavam perdidos, e por ser baseado numa história real, serve de testemunho de fé. A razão apenas fala que o câncer levou Melissa, e que o cantor conquistou a fama. A dúvida sobre a música gospel veio recentemente na crítica feita por cantora cristã Priscila Alcântara, que minou a idolatria de cantores gospel. Pareceu o filme um tanto “Love Story” ou “A culpa é das estrelas” cristão, por fim. Sartre diria que o ser acaba com a morte, um ser para o nada. 
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 10/04/2021


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